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Chapter 9 No.9

Word Count: 14734    |    Released on: 06/12/2017

rindo cedo a janella sobre o jardim, vira um céu baixo que pesava como se fosse feito de algod?o em rama enxovalhado: o

ntava trabalhar: mas, apesar de duas chavenas de café, de cigarettes sem fim, o cerebro, como o céu fóra, conservava-se-lhe n'essa manh? afogado em nevoas. Tinha d'estes dias terri

rebeldes, quando Baptista annunciou Villa?a, que lhe vinha fallar

mesa e dentro um rolo de papeis, que lhe mette na algibeira para cima

crusando fortemente as

e réis, mas preferia que me trouxesse ahi alguma

rou-o um moment

ibras? S?o gostos, meu senhor, s?o gostos... Elle é bom sahir-se a gente um Herculano ou um Garrett, mas d

to que Villa?a trazia (um macac?o de coral comendo uma pera de ouro) e distinguia vagamente, atravez da sua neblina mental, qu

disse elle, vendo o procurador metter

sebio... Vamos ao ministerio do reino, elle tem lá uma perten??o... Qu

e atravez d'um bocejo, o governo n

dizia, em confidencia: ?O Eusebio é rapaz de merecimento, mas atraves

fazer jus á comm

mado e esteril. Mas quasi em seguida appare?eu Affonso da Maia, ainda de chapéo, á volta do seu passeio matinal no bairro, e com uma car

ir arranjar uma commenda para o Euseb

eguinte, feito em termos de sympathia t?o escolhidos que eram quasi poeticos; tinha mesmo uma phrase sobre a amisade, fallava dos ato

de tudo, murm

ho, aos manuscriptos e

ui, trabal

colheu os

ta de tomar notas, colligir documentos, reunir materiaes, bem, lá vou indo. Mas quando se trata de p?r as i

concordava... O portuguez nunca póde ser homem de idéas, por causa da paix?o da fórma. A sua mania é fazer bellas phrases vêr-lhes o brilho, sentir-lhes a musica. Se f?r necessa

s, para quem a sonoridade de um adjectivo é mais important

t?o és um

ezes a necessidade de uma rima que produz a originalidade de uma imagem... E quantas vezes o esfor?o para completar b

uendo o reposteiro, quando come?ava

ase...-disse A

r, a gola do paletot levantada. Oh! por aqui a esta hora sr. Affonso da Maia! Como está v. ex.a? Dize-m

va assombrado, acresc

ter, estou em paz com toda a humanidade...

e lh'o passar atravez das entranhas. Correu ao tio Abrah?o, que só tinha espadins de c?rte, reles e pelintras como a propria c?rte! Lembrara-se do Craft e da sua collec??o; vinha de lá; mas ahi eram uns

ina, com os copos em concha, d'a?o rendilhado, forrado

aquella difficuldade do John, lembrou que havia

? exclamou Ega, já co

r. N?o estavam á vista, arranjadas em panoplia, conserva

sse Carlos, erguendo-se com resigna??o

foi ainda Affonso que

gro; isso faz-se n'uma hora. E manda-lhe coze

ritou Ega: o q

sahiu, trovejou

é quem faz ahi os fatos para todos os theatros! Que

rtugal inteiro, o Estado, sete milh?es d'almas

or, tudo isso se prende. O costumier com um fato do seculo XIV manda um sabre da guarda municipal; por seu la

VI, de grande tempera, fina e vibrante, com copos trabalhado como uma renda-

e lhe offereciam, deu dous vivos shake-hands, atirou o chap

o é uma espada cá da casa, que nunca brilhou s

amou, apertando contra o peito do paletot

ti?a, nem a embainhare

o feliz é este John!... Pois vae-te arranjando

ixo, á entrada particular, o timbre electrico come?ou a vibrar violentamente. Um passo ancioso ressoou na ante-camara, o Damaso appareceu esbaforido, d'

que me venhas ver um doente... Eu te explicarei... é aquella

guera-se,

e

... Mas veste-te, Carlinhos, veste

bébé,

equena crescida, de se

terra, apressado tambem, quasi fez saltar os bot?es da bota. E Damaso, de chapé

abilidade a minha! Vou visital-os, como costumo ás

, com a sobrecas

ent

ernante queria um medico inglez, porque n?o falla sen?o inglez... Do hotel foram procurar o Smith, que n?o apparec

, dando um ol

divertir... Estás prompto, hein? Eu tenho lá em baixo

almo?ar, gritou Carlos ao Ba

m ramo enorme ench

amaso, pondo-o sobre os j

vidra?a, fez a pergunta que desde a app

erias quebrar a cara

etes de visita que elle lhe deixara conservavam o seu adresse do Grand Hotel em Paris. E o Castro Gomes, suppondo que elle vivia lá, obdecendo á indica??o, mandara para lá os seus cart?es! Curioso, hein? E de estupído... E a f

romance... Mas isso

Hotel Central. Damaso salt

telegramma

lá v

cadas, mandei-lhes logo um telegramma para o hotel em

ptorio, um criado passava, com

menina? grito

eu os hombros,

o outro lan?o de escad

eu conhe?o isto a

o numero 26. Uma criada, que

ario francez. A crean?a estava melhor? l'enfant etait me

lla ia avisar miss Sarah, a governanta. Passou o espanador pelo marmore d'uma console, a

dourada, entre as duas janellas: a meza estava coberta de jornaes, de caixas de charu

, fechando a janella com um esfor?o sobre o feixo

sta, disse Carlos vendo sobr

lamou o Damaso. E eu enterro-o sempr

ha cahida, de dardejar a Carlos outro olharsinho petulante, disse que Miss Sarah vinha immediatamente, e retirou-se na ponta do

c?r de vinho: e na outra era um delicado alvejar de roupa branca, todo um luxo secreto e raro de rendas e baptistes, d'um brilho de neve, macio pelo uso e cheirando bem. Sobre uma cadeira alastrava-se um monte de meias de seda, de todos os tons, unidas, bordadas, abertas

o tinha o menor acolxoado, t?o perfeito devia ser o corpo que vestia: e assim, deitado sobre o sophá, n'essa attitude viva, n'um desabotoado de semi-nudez, adiantando em vago relevo o cheio de dois seios, com os bra?os alargando-se, dando-se todos, aquelle estofo parecia exhalar um cal

Sarah estava diante d'elle, vestida de preto e muito córada: era uma pessoa sympathica, redondinha e pequena, com um ar de rola farta, os

the doctor,

emfim com quem se entender! A menina estava muito melho

erradas, onde elle apenas distinguiu a fórma d'um grande leito e o bri

enina, e a adormeceria. E trouxera-a ali para o

luz entrou, ao avistar a pequena no leito, sob os

inda c

gualariam a pallidez eburnea d'aquella pelle maravilhosa: e esta adoravel brancura era ainda real?ada por um cabello negro, tenebroso, forte, que relu

d?r, perdida n'aquelle vasto leito, e apertando nos bra?os uma enorme bone

beijou-lh'a,-perguntando se

la muito séria, sem tirar d'elle os se

flor, com a lingoasinha muito ros

uella responsabilidade. Por isso a tinha deitado... Oh se fosse uma crean?a ingleza saía com ella para o ar... Mas estas meninas estrange

am? n?o

o forte. O senhor, esse

rida amiga? perguntou Carlos,

tando outra vez a boneca. Eu chamo-me Ros

o d'aquelle nome de livro de cavallaria, r

, perguntou a miss Sarah se a menina sentira a mudan?a

aine ao pé mesmo de Tours, onde ficavam até ao come?o da ca?a; e iam sempre passar um mez

avilhada. Elle, de vez em quando sorria-lhe, ou acariciava-lhe a m?osinha. Os olhos da m?e eram negros: os do pa

lla installa??o banal d'hotel, certos retoques d'uma elegancia delicada revelavam a mulher de gosto e de luxo: sobre a commoda e sobre a meza havia grandes ramos de flores: os travesseiros e os len

interpreta??o dos sonhos. E ao lado, em cima do toucador, entre os marfins das escovas, os cristaes dos frascos, as tartarugas finas, havia outro objecto estravagante, uma enorme caixa de pó de ar

eu-lhe logo a boquinha fresca como um bot?o de rosa; elle n?o ousou be

? perguntou ella agarrand

a vez, minha querida. Tu e

ze a Sarah que eu posso tomar o

a... Fez as suas recommenda??es á mestra,

linda Rosicler, uma

vel com a boneca, deu-lh

a mais. A ingleza, ao lado, sor

conservar a crean?a na cama, nem t

nò,

se, ainda que ligeira,

yes,

seu bilhete, c

ank yo

o sophá, onde percorria um jornal,

ar toda a vida! Que estivestes

as luvas, sorri

cousa de

s lindos olhos... E u

agarrando o chapéo com mau mod

. Damaso recommendou-lhe muito que dissesse aos senhores, que elle tinha vindo logo com o medico; e que havia de

teu a cabe?a, para dizer ao guarda-livros, q

vros sorrio

elle a Carlos, em baixo, abrindo a porta

referia

bocado, Damaso, tu ago

vens pesadas de chuva. Mas Carlos tomara-lh

... Tu disseste que tinhas um romance. N?o te largo. és meu. Ve

ia, as bochechas esbrazea

vida, disse elle a

iveram em

n?o foi divertido..

al ao cocheiro para que os seguisse, e regalo

s e com a pequena, á espera, dois ou tres mezes. Diz que já andaram até a vêr casas mobiladas, que ella n?o q

, a pobre creatura já está fascinada! Já lhe déste, como costumas, um beijo ardente entre duas

o enf

a... N?o lhe dei beijos que ainda n?o houve occasi

mettido com umas creaturas ignobeis, uma ralé de lupanar. Emfim, agora ha progresso. E eu gosto que os meus amigos vivam n'uma ordem

m comprehender aquelle modo, semelhante

-a-brac, mas lá a respeito de mulheres, e da m

ofensivo, t?o insignificante, com o seu ar bochechudo, e molle, que se envergonhou

para teu bem... O que eu receava é que tu, imprudente, arrebatado,

e o desejo do Maia era que elle tivesse uma amante chic. N?o, elle n?o se tinha zangado, n

usa que te pegou o Ega, gostas

rder a cousa?. Aquillo ia com todas as regras. Lá n'isso sobrava-lh

ria... Ella conhece meu tio, é intima d'e

e t

Guimar?es. Mr. de Guimaran, o que

o commu

ista, até te

cousa, um ponto de toilette

, e que partem pelo mesmo paquete... Um é chic, é da Lega??o do Brazil em Londres. De maneira que é

casaca, e uma bo

olhou-o,

lembrado o hab

?e o habito de Christo ao pesc

vez de ma

a bem ao

os tinha seguido a passo. E no

vino. Eu venho mostral-o á noite á brazileira... Entro no Hotel embrulhado n'um

a, ma

to can

aler!...

e toilette, errava no ar tepido um vago aroma de sabonete e de bom charuto. Sobre duas commodas de pau preto, marchetadas a marfim, duas serpentinas de velho bronze erguiam os seus molhos de vellas

asse a chavena de chá preto que elle estava bebendo aos

ico da porta particular ret

murmurou Carlos, hoje

abrir-quando em baixo vibrou outro repi

ir-se a porta por onde entrou um sopro aspero da noite, apparecer vivamente uma fórma esguia e vermelha, com um confuso tinir de ferro. Depois, pela

de diabo, guias de bigode ferozmente exageradas-sentia-se bem a afflic??o em que vinha, com os olhos injectados, perdido, n'uma terrive

ando desesperadamente as m?os

que me succe

endo todo; e diante d'elle, devorando-o c

inado. Ao entrar na sala, já estavam duas ou tres pessoas... Elle vem direito a mim, e diz-me: ?Você, seu infame

eve um momento mordendo os bei?os, recalcando

voltaram, foi uma

aquelle malvado, a cinco passos

e, batendo furiosamente o pé, esmurrando o ar, berrava,

Quero matal-o!

damente pelo quarto, ás patadas, com o manto deitado para tr

riu tudo, mur

sei. Sei isto, já n?o é pouco. Poz-me fóra!... Hei-de-lhe metter uma bala no corpo! Pela alma de meu pae, hei-de-lhe va

acabava a sua chavena de chá.

tu n?o podes manda

d'ira-a que as medonhas sobrancelhas de crepe, as duas pennas de

sso manda

N

e-me fóra

no seu

!... Diante de

nte da mulher diant

o para Carlos, como atordoado

a mulher!... é uma quest?o d'honra para mim

colheu os

a a fazer; é ficar ámanh? em casa, a

canalha!... Ou o mato, ou lhe rasgo a cara com um

soprando, rilhando os dentes, com repell?es para traz ao manto q

a?as de pontapés do marido, os furores melodramaticos do Ega:-e mesmo n?o podia deixar de sorrir diante d'aquelle Mephistopheles esgouroviado, espalhando p

, com esta brusca resolu??o. Quero vêr o que diz o Craft

os Olivaes? disse Car

u amigo,

sem chamar o Baptista

Depois, com um grande suspiro, accendeu uma cigarrete. Carlos entrára na alcova de banho, ao lado, allumiada por um fort

aguentará? pergunt

o Canh?to,

ontrado diante de si o grande espelho-psyché, entalou o monoculo no olho, recuou um passo, contemplou-se d'alto

va mal, oh C

tro de dentro da alcova. Foi pena e

star de

e

a? De b

as da gorra, os sapatos bicudos de velludo, e a ponta flaman

gar as m?os, tu n?o fazes idéa do que se pas

'urso, e uma senhora n?o sei de que, de Tyrollesa creio eu... Elle veiu para mim, e disse-me aquillo: ponha-se fóra! N?o sei mais nada...

os para o ce

orro

quarto, e depois n'uma ou

oy me deu para collar as sobrance

ra-

tot d'elle. Ega deu ainda um longo e mudo olhar ao seu flamejante traje infernal, e com um profundo suspiro come?ou a desafivelar o talim. Mas o paletot era muito largo, muito comprido; teve de lhe dar uma dobra nas mangas. Depois Carlos metteu-lhe um bonet escossez na cabe?a.-E assim

e e discreto. Ega ao pa

, Baptista, i

o triste d'hombros, como signif

fallar d'uma gorgeta de libra, fez um grande espalhafato, rompeu ás chicotadas;

ecer; Margarida ignorando tudo, walsando nos bra?os d'outros, anciosa, á espera d'elle; a ceia depois, o champagne, as cousas brilhantes que elle teria dito-toda

zia uma palavra, cada um para o seu canto, arripiados na friagem que entrava pelas gretas da tipoia. Carlos n

e aldeia. Um c?o ladrou furiosamente: outros latidos ao longe responderam; e ainda esperaram muito, antes que um creado, somnolento e resmung?o,

s Mundos debaixo do bra?o. Percebeu logo que havia desastre. Levou-os em silencio para o seu gabinete onde um bom lu

sobre a meza tres grogs de cognac e lim?o. Carlos, sentado ao pé do fog?o, aquecia os pés: e Craft veiu acaba

pé, cruzando os bra?os, q

elle te mande os seus padrinhos... Que tenho a certeza que n?

u disse, murmurou Carl

commovendo; os olhos vermelhejavam-lhe sob as lagrimas. E quando algum d'elles ia interrompel-o, n'uma palavra de senso, batia o pé, persistia na sua teima-um desafio, matar o Cohen, vingar-se! Tinha sido insultado. N?o existia outra cousa. N?o se tinha fallado na mulher. Era elle que devia primeiro mandar padrinhos, lavar a sua honra. Havia pessoas na sala, quando o outro o insu

gos! gritou elle exhausto por fim

lencio, e aos gol

ltado? Mas era necessario n?o ser pueril; nem theatral... A quest?o estava simplesmente em que o Cohen o surprehende

. Mandar-te a senhora, com

asperamente, sim, mas indicando que, depois de ter feito isto, n?o quer nada mais violento, ne

ntastico n'aquelle simples gib?o escarlate, com os sapatos de velludo enlameados, as longas pernas de cegonha coberta

ent?o z

a o senso. Trahiste um amigo teu... Nada de equivocos! tu declaravas bem alto a tua amisade pelo Cohen. Trahistel-o, tens de acceitar a lei: se elle te quizer matar tens de mo

o de engoli

anaz lhe perturbava a lucidez do criterio mundano-e q

re o sophá, conservou um momen

devem ter ras?o... Eu estou-me a sentir id

á espera? perguntou t

apparelhar, recolh

ámanh? talvez, é cear esta noite. Eu ia ceiar, e por motivos longos d'expl

s d'arvoredo, as severas faen?as da Persia, e a sua original chaminé flanqueada por duas figuras negras de Nubios com olhos rutilantes de crystal. Carlos, que

melhados, repelliu o prato, desviou o copo. Dep

ocês chegaram, estava a lêr um artigo interessante

quella lata? perguntou Eg

Mephistopheles escolhe

teu Chambertin,

N?o te romantises. Tu o que tens é fome. Todas as

o seu trage de Satanaz nem jantára, contando ceiar bem em casa do

'Oxford, duas vezes presunto d'York, todas aquellas boas cousas inglezas que hav

attitude provavel do Cohen com a mulher. Que faria elle? Talvez lhe perdoasse. Ega affirmava

disse Craft, com

de. Em que mosteiro queria elle entrar? Nenhum era congenere com o Ega! Para dominicano era muito magro, para trapista muito lascivo, m

a, enchendo outro grande copo. Vocês

t, sem perder uma palavra, como quem se instrue, se erguera a abrir uma garrafa de Champagne. Disse depois os passeios na Cantareira; as cartinhas ainda hesitantes e platonicas, trocadas entre folhas de livros emprestados, em que ella se assignava Violetta de Parma; o primeiro bei

ioso! dizi

enchiam as chavenas, e Craft f?ra buscar uma caixa de charutos, e

e cognac ao lado, recome?ou as confidencias, contou a volta a Lisboa, a Villa

. Depois lá vinha outro detalhe, os nomes lubricos que ella lhe dava, uma certa coberta de seda pret

ritou elle de repente. Oh meninos, que cor

sse Carlos. Cala-te, tu

zando a perna, arri

dia, era empiteirar-se. Tinha feito o possivel,

co impassivel. A discutir philosophia... Queres que te diga o qu

mento Ega ficou oscillando, a ol

a, ou te metto uma bala no cora??o... N?o,

he, abatteu-se sobre a cadeira, d

e tranquilla

levavam para o quarto dos hospedes e lhe despiam o fato de Satanaz, n?o ces

, minha Raquesinha! gost

isboa, n?o chovia, um vento frio ia v

. As janellas tinham ficado abertas, um largo raio de sol dourava o leito; e elle ressonava ainda, no

to de dama empoada que lhe sorria de dentro da sua moldura dourada. De certo as memorias da vespera o assaltaram, porque se enterrou para baixo, com os len?oes até ao queixo; e a

a? perguntou elle

-te, depressa! Se lá f?r alguem da part

eis. Só achou o gib?o de Satanaz. Chamaram o criado, que trouxe umas cal?as de Craft. Ega enfiou-as á pressa: e sem se lavar, com a

os a

ameda de acacias, t?o tenebrosa na vespera sob a chuva, cantavam agora os passaros. A quin

e?a, Ega? per

abotoar o paletot. Eu hontem n?o es

, fez, com um ar profundo e

bons vinhos... Estou

vidade, lhe mandassem um telegramma;

duas vélas ardiam na triste sala verde. Carlos, estirado no sophá, dormitava, com um livro aberto sobre o estomago: e Ega passeiava d'um lado para out

ha nada, nem podia h

so sceptico de Craft indignou-o. Quem conhecia melhor o Cohen do que elle? Sob a apparencia

nto de desgra?a, bal

quarto de cama. Craft ainda lhe disse que, áquella hora, n?o podiam ser os amigos do Cohen. Mas elle queria est

rlos dentro, tenteando

meio do ch?o estava cahida uma camisa de dormir; a um canto ficara a bacia de banho com agoa de sab?o; e, n

a liga com o fecho quebrado, um ramo de violetas murchas. Depois foi olhar o marmore da commoda; ahi ficara um prato com ossos de frango,

abafada de mulher... Impaciente, foi á cozinha. A criada estava sentada á meza, com a m?o mettida pelos

entrou? perg

disse o garoto, escondendo

u ao quarto,

As cousas termi

letras a vencer, o seu credito, a sua respeitabilidade, todo um arranjo de cousas a que n?o convém

rumor na sala, Ega abri

le, deu-lhe uma co?a, e v

abe?a, como vendo todas as suas previs?

oz que sibillava. E depois fizeram as pazes... Vem ainda a

s que elle tinha apertado com paix?o! Aquillo pozera verg?es roxos onde os seus labios tinham avivado signaes c?r de rosa! E tinham feito as pazes. E assim terminava, relles e chinfrim, o romance melhor da sua vida! Preferiria sabel

dor acabou! Isto s?o amigos! Somos tres, mas somos um! Tem vocemecê diante de si o grande mysterio da Santissima Trindade.

apéo de fl?res vermelhas, veiu logo da sala rectificando. N?o, ella n

á para o fundo da alcova. Eu ainda puz o olho á fechadura, mas n?o pude vêr nada... Lá o estalar de bofetadas, e trambulh?es, e sons de bengalada, isso sim, isso ouvia-se perfeitamente; e os gritos. Eu disse logo ao Domingos ?ai que é uma quest?o, ai que lá se foi tudo.? Mas de repente, silencio geral! Nós voltámos para a cozinha; d'ahi a pouco o sr. Cohen appareceu, todo esguedelhado, em mangas de camisa, a dizer que nos podiamos deitar, que elles n?o precisavam nada, e que aman

ara os seus amigos. Que lhes parecia aquillo? Uma co?a!.. Se um covarde d'aquelles n?o merecia uma bala no cora??

tava Craft, n?o tem idéa

so! gritou Ega, aperta

com uma arte muito subtil, perfeitamente impenetraveis. Para vir ali, nunca ella commettera a indiscrip??o de se servir da sua carruagem. Nunca ella c

stranho! mur

ara por descan?ar familiarmente n'uma c

. Já tem acontecido... Foi a senhora que sonhou alto com v. Ex.a, disse tudo, o sr. Cohen ouviu

-a desde as fl?res do chapéo até á ro

sse? Se elles tinham quartos s

os dedos cal?ados de luvas pretas a sua trouxas

sentia em tal arranjo... A senhora gosta m

acabava, com uma luz lugubre. E Ega, que affectara sorrir, encolher os hombros,

a vespera, e onde constantemente se remexera em lodo, declarou q

r, murmurou o Ega, com

.a Adelia, arrastou-a para a

d'isto, Craft? exclam

o um estu

, gritou pelo pagem. E o garoto entrava com um immundo candieiro de petroleo-q

disse elle. Mas

de Carlos, esperava a tipoia do Craft. As duas carruagens parti

o no sophá de mollas gastas e lassas, cerrara os olhos, parecia exhausto. Carlos ía contemplando as gravuras pela parede, todas relativas a hespanholas: uma saíndo da egreja; outra saltando uma pocinha d

m murro no sophá, que

gritou elle, é como aqu

Ou em sonhos, ou acordada, a pobre senhora descahiu-se. Ou talvez uma denuncia anonyma.

rguer

uando. S?o intimas, a D. Maria Lima é intima de todo o mundo. Depois sahia por uma portinha do quintal, atravessava a viella, e estava á porta da minha casa, á porta escusa, á porta da escada que vae ter ao cacifro de banho. Já vocês vêem... Os criados nem a avistavam. Quan

cumpri

te! Parece

s sorrindo, essa re

te velha, recebida em toda a parte, mas pobre, e f

tou tranquillamente Craft, que em tod

Ega. D?o-se-lhe de vez

ssa de camar?es, os tres em si

com os nervos t?o excitados, a solid?o da villa Balzac. Partiram, de ch

tar ao balde das agoas sujas as cinzas d'aquella paix?o. Mas, ao abrir o medalh?o, a face bonita, banhada n'um sorriso, sob o vidro oval, pareceu olhar para elle com uma tristeza no velludo das pupillas languidas... A photographia mostrava apenas a cabe?a, com uma abertura de decote no come?o do vestido: e as recorda??es de Ega alargaram aquelle decote uma vez mais, revendo o collo, o extraordinario seti

, testemunhas do episodio, tinham-n'o badallado com enthusiasmo. Dizia-se mesmo que o Cohen lhe dera um pontapé. Os amigos da casa, esses, sobretudo o Alencar, prégavam com fervor a innocencia da sr.a D. Rachel. O Alencar contava publicamente que o Ega,

binete de Carlos, embrulhado n'uma velha ulster, e encolhido n'

ue na sociedade lh

sua verve, toda em sarcasmos, offendia. E era desagradavel para muita gente que um homem, c

miga, mas pelo Ega, que ella apreciava tanto, t?o interessante, t?o brilhante, e que sahia de tudo aquillo enxovalhado! O Cohen dizia a todos (dissera-o ao Gouvarinho) que amea?ára o Ega de pontapés, por elle ter escripto a sua mulher uma carta immunda. Os que n?o sabiam nada, como o Gouvarinho, a

nta da m?e, passar lá um anno a acabar as Memorias d'um Atomo, e reapparecer em Lisboa com o seu livro p

té ao padeiro; tinha tres letras a vencer; aquellas dividas, se as deixasse, soltas e ladrando, juntar-se-iam, na tagarallice publica, ao caso dos Cohens-e elle seria, além d

dias ao Ramalhete, muito insolente, gritando que o filho lhe desapparecera! E era exacto: o famoso pagem, perver

clama??es da matrona. Que diabo

m ?cousas contra a natureza?, e que o pagem n?o era só para servir á meza... Nauseado até á morte, Ega pacteou com a intrugice, largou cinco libras ao policia. Quando

tivesse cahido a uma latrina

te desastre do Ega, tinha d

filho, pess

a de Celorico, embrulhado na sua grande pellissa, preparado a deslumbrar Lisboa com as Memorias d'um Atomo, a dominal-a com a influencia de uma Revista, a ser uma luz, uma for?a, mil outras cousas... E agora, cheio de dividas e cheio de ridiculo, lá voltava para Celorico, escorra?ado. Pessima estreia! Elle, p

. Craft e o Marquez tinham come?ado uma conversa sobre a vida, soturna e desconsoladora. De que servia viver, dizia Craft, n?o se sendo um Livingstone ou um Bismark? E o Marquez, com um ar philosophico, achava que o mundo se ia tornando estupido. Depois chegou o Taveira com a historia horri

hi a instantes Damaso chegou, e lhe disse que

Damaso, mandam-te chamar, po

o veiu. E, duas tardes depois, ao descer para o Aterro-o primeiro encontro que teve, ás Janellas

e ao Damaso que o apresentasse ao Castro Gomes, antes d'elle partir para o Brazil... N?o podia ma

ella, aberta sobre o jardim, teve um momento de intimidade com a condessa, contou-lhe, rindo, como os cabellos d'ella o tinham encantado, a primeira vez que a vira. N'essa noite, ella fallou d'um livro de Tennyson, que n?o lera; Carlos offereceu-lh'o, foi-lh'o levar ao outro dia, de manh?. Encontrou-a só, toda vestida de branco: e riam, baixavam já a voz, as duas cadeias estavam mais juntas-quando o escudeiro annunciou a sr.a D. Ma

de que o enchia de desgosto e de ?ferro?. O telhudo do Castro Gomes mudára de idéa, já n?o ia a

. Mas, como em Cintra, sem saber porquê, veiu-lhe uma repugnanci

anto maldizia

tinha, se houvesse occasi?o. Ma

? Ali havia difficuldades de dinheiro... E elles n?o se davam bem. Na vespera houvera de certo quest?o. Quando elle entrara, ella estava com os

le. Tenho minha vontad

, ás vezes, elle dizia qualquer cousa muito natural, d'estas cousas de conversa de so

om um suspiro de aborrecimen

há com a G

comtigo... Est

um instante, te

es-me até

indissima, Carlo

damos assim um passei

mettido com e

ouvarinhos, quando soube que a sr.a condessa recebia, resolveu subitamente n?o

es, hontem, perguntou-me o que te havia de mandar pela visita á pequena... Eu disse que tu tinhas ido lá por

cessario que Dama

ámanh?! exclamou Carlos, subitamente radiant

avia cestos de fl?res. No sophá, duas senhoras de chapeu, ambas de preto, conversavam, com a chavena na m?o. A condessa, ao estender os dedos a Carlos, ficara t?o c?r de rosa-como a seda acolchoada da cadeira em que estava re

o na camara dos pares, onde se discutia o pr

desfigurado, que ella ás vezes tinha vontade de o deixar ficar ignorante de todo. A outra senhora pousou a chavena sobre um console ao lado, e passando sobre os labios a renda do len?o, queixou-se sobretudo dos examinadores. E

dor no Chiado, o amea?ou de lhe dar bengaladas. Uma imprudencia, de certo; mas, emfim, o homem f?ra malvado!... N?o havia verdadeiramente sen?o uma cousa digna de se estudar, eram as linguas. Parecia insensato que se torturasse

rgueram-se ao mesmo tempo; e houve um mu

condessa, que reoccupara

e ella pergun

lá está pa

está para Celorico? N?o, n?o queria... Coitado do Ega! Merecia uma m

ndo tambem, era mais bello diz

us, perdera de tal modo o sentimento das cousas bellas, que entrara, n?o para vêr a sr.a condessa-mas simplesmente fallar ao conde. Ent?o ella teve um bonito ar de princeza offendida, perguntou a Carlos se uma t?o rude sinceridade de montanhez n?o fazia saudades das maneiras polidas do antigo regimen. E Telles da Gama, gingando de leve, declarava-se democrata, homem da natureza, com um riso

sa uma festa, que havia de ficar nos annaes do reino! Agora com o Maia era differente: jantavam ambos na cozinha

Gama, n?o é verdad

egre, dis

traram. Depois Carlos perguntou por Charlie, o seu lindo doente. N?o estava bem, com uma ligeira tosse apanhada no passeio da Estrella. Ah, aquella crean?a nunca deixava de lhe dar o cuidado! Ficou callada, com o olh

ito! exclamou ella de r

ha dias em Cintra, e n?o imagina

quiz-se mal por ter fallado da s

ou-se ao piano, correu os dedos no teclado, perguntou a Carlos se conhecia aquella melodia-The pale star. N?o, Carlos n?o conhecia. Mas todas essas can??es ingl

mesma cousa, uma estrellinha de amor palpitando no crepu

disse Carlos, e é

e?ou a remexer entre os papeis de musica, nervosa, e com um olhar que es

osa! exclamou ella log

e folhagem de outono batida do sol. Era um gabinete forrado de azul, com um bonito tremó do seculo XVIII, e sobre um forte pedesta

a o seu aroma de verbena, o calor que subia do seu seio arfando com for?a. E ella n?o acabava de prend

hi está o meu bello cavalleiro da Rosa

ma cera, com as palpebras docemente cerradas. Elle deu um passo, tendo-a assim enla?ada, e como morta; o seu joelho encontrou um sophá baixo, que rolou e fugiu. Com a cauda de seda enrolada nos pés, Ca

abello. De repente, na antecamara, ouviu-se a voz do conde. Ella, bruscamente, voltou-se, correu a Carlos, e, com os longos dedos cobertos de pedrarias, agarrou-lhe o rosto, atirou-lhe dois beijos faiscantes

teve-lhe apertando as m?os muito tempo, com calor, assegurand

ou a condessa, que se apoderara logo do

se o velho, ainda com o ol

la, voltando-se com u

tura, mas um doido, sem senso pratico) quando o ouvira defender a gymnastica obrigatoria n

o len?o. E um dos melhores que eu te

de bom principio. Perguntara apenas ao seu illustre amigo, o sr. Torres Valente, se na sua

velho. Eu só queria que v. ex.a ouvisse est

dendo a outras reflex?es do Torres Valente, que n?o queria nos lyceus, nem nos colle

'um tom cavo, preparando o le

retomará o seu logar à testa da civilisa??o, se, nos lyceus, nos collegios, nos estabelecimentos

lho, dando um ronco m

declarou aquillo d'

, chamou-lhe o seu querido Maia. A condessa sorria, com o olhar ainda humido, um resto de pallidez, movendo o le

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