img Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto  /  Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD | 12.50%
Download App
Reading History

Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD

Word Count: 2400    |    Released on: 04/12/2017

de aves e de insectos de Inglaterra, que possuia, consultando a proposito os livros de Yarrell, Shuckard, Rennie, e de outros especialistas da localidade, passava a g

damente favoravel ao horto, para com o qual ell

las de Londres, Mr. Richard Whitestone costumava fazer sciencia por sua conta e risco. Despresando os preceitos dos escriptores theoricos, juntamente com a experiencia provada do velho Manoel, ensaiava ás vezes processos, n?o ref

e fazer ao remediar os resultado

dedicava, em cada época do anno, os seus cuidados horticultores. Por aquelle tempo, eram as begonias as suas predilectas.

iu. Era um liquido artificial de uma composi??o indigesta, e em que elle procurára r

hinhas!-aventurára-se a

mperar aquel

olo. Verás como

d teve porém de abandonar o proc

ouco porosos... Hei de m

e sair das situa??es apertadas. Appellava se

os levava pois o temp

entre os quaes Mr. Whitestone occupava logar eminente. O roast-beef á ingleza, ou o fiambre, a mostarda, as batatas, a bolacha, a cerveja, o queijo de consistencia pastosa forneciam tambem estes

comquanto n?o trocasse com elle meia duzia de palavras; passados os cumprimentos iniciaes, era costume seu abrir o Times e acompanhar o acto

fronte, que os ares do jardim haviam expandido, e suspendeu-lhe a aria festiva, ma

o ouvir cantar as proprias composi??es, que elle mesmo acompanhava ao piano. Nas salas, nos theatros, nas ruas e nos campos, tanto na Inglaterra, como na America do Norte, lê-se em noticias

es, e procuradas com alvoro?o pelos amadores nacionaes espalhados por todo o mundo, havia

o nome do dr. Mackay, encontrava-se de facto muito do caracter

sociedade actual para conquistar a riqueza, póde ainda incidir um raio d'aquelle esplendor épico, de que se illuminam os trabalhos analogos do mythologico Jason, de certo os inglezes s?o os heroes d'essas epopeias modernas. Aquelle desprendimento com que se separam do que amam qua

one daremos aqui a traduc??o dos versos do dr. Mackay, por se

ha d'aquelle tempo; e ao partirem da patria, emquanto os instrumentos marciaes soltava

boys!,

palavras do hymno, qu

ragem nos alentará no caminho! A esperan?a impelle-nos para diante, e m

Ficam-te ainda muitos fil

orque havemos de chorar, ao soltarmos as velas em busca da

tade forte imprime vigor ao bra?o. Eia! a riqueza recompensa o tra

deixarmos; no Occidente brilha a estrella do imperio. Aqui temos fadigas e pouco a recompensal-as; além a abundancia sorri

Mr. Richard interrompeu quando, ao entrar na sala,

ndo-se para Jenny e n'um tom, em que se

minha e sua, farei fallar portuguez a Mr. Richard e até segundo as

d, que, já bastante indisposto com a ausencia de Carlos no dia do seu anni

somno como um invejoso, que nos furta algumas horas de prazer n'esta vida, e

o paterna, Je

in

labica e guttural interjei??o de desgosto,

acresc

se recolher hon

heu be

e lemb

qui

sim, se se tratasse do dia 3 de

tou-se e p?z-se

fronte d'elle, mas

o tempo-e eu receei que a falta de descanso lhe

eio muit

s duas horas...-

rvir Mr. Richard, pensou fa

Jenny, passava

etiu Mr.

aneira, que lhe deu a conhecer

amigos...-disse ella-e só soube o dia que

pender as suas censuras. Tinha já perdido o habito de

mal d'essas extravaganc

s felpudos, pretos e pardos, verdadeiros Atilas dos ratos

do o seu c?o predilecto, que lhe estendeu a pata como para um shake-hand. Hav

a cadeira devoluta ao lado do seu dono, fazendo a devida

ndo a particularidades, futeis de mais para merecerem a o

omo se n?o tivesse perdido ainda o fio

e nem apparece no escri

n?o re

que tinham guardado silencio, o mesmo p

n?o tivessem d'esta vez conseguido

se por fi

vista pelos floridos taboleir

al. é mau

sala para

acompa

custa-dizia elle a

do das m?os de Jenny o chapéo e

se diga ... a

por uma exquisitice patriotica mandadas vir

uito estar alguns mi

ado um

io, é

serval-o, descobria-lhe certa hesita??o, como se se trav

ia Mr. Richard, mas

ce!-murmurou depois com

u os olhos

fferecendo-lhe um que

?o, sim ..

e n?o estava sa

?o me falta

ue d'esta vez

nuava elle, pa

o com olhar

Ent?o... ent?o Carlos...

r que o

?o... é

interrom

é n

lhe dê alg

. Emfim, o qu

es n?o deve tard

que

u de lá um magnifico relogio e corrente, de construc??o ingleza, objecto que express

espera impedira-lhe reali

stido inteira ao delicto filial, e de n?o lhe restar já n

o tirar ás palavras a menor sombra de affecto.-Se quizeres, pódes

?os do pae, a quem agradece

hard pr

los o quererá; ainda q

é ser uma lembr

ez e ensaiou um gesto de inveterado scept

acresc

da, se das suas prop

que me fa?a o favor de me aceitar as minhas

. logo ao

dê a honra de no

Carlos s

ntrega-lh'o tu

avessou o jardim e dentro em pouco

ntrou no corredor, o

e muit

uliar ao povo para o qual o tempo é dinheiro, dirigia ao favorito Butterfly phrase

img

Contents

Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 1 ESPECIE DE PROLOGO, EM QUE SE FAZ UMA APRESENTA O AO LEITOR
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 2 MAIS DUAS APRESENTA ES, E ACABA O PROLOGO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 3 NA AGUIA D'OURO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 4 UM ANJO FAMILIAR
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 5 UMA MANH DE MR. RICHARD
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 6 AO DESPERTAR DE CARLOS
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 7 REVISTA DA NOITE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 8 NA PRA A
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 9 foi, hontem mesmo, despachado para esse logar
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 10 NO ESCRIPTORIO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 11 JENNY
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 12 CECILIA
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 13 OUTRO DEPOIMENTO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 14 VIDA PORTUENSE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 15 IMMINENCIAS DE CRISE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 16 VIDA INGLEZA
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 17 NO THEATRO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 18 CONTAS DE CARLOS COM A CONSCIENCIA
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 19 CONTAS DE JENNY COM A CONSCIENCIA DE CARLOS
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 20 AGGRAVAM-SE OS SYMPTOMAS
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 21 MANOEL QUENTINO PROCURA DISTRAC ES
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 22 O QUE VALE UMA RESOLU O
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 23 EDUCA O COMMERCIAL
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 24 DIPLOMACIA DO CORA O
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 25 EM QUE A SENHORA ANTONIA PROCURA ENCHER-SE DE RAZ O
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 26 TEMPESTADE DOMESTICA
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 27 INEFFICAZ MEDIA O DE JENNY
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 28 O MOTIVO MAIS FORTE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 29 FORMA-SE A TEMPESTADE EM OUTRO PONTO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 30 OS AMIGOS DE CARLOS
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 31 PESO QUE PóDE TER UMA LEVIANDADE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 32 O QUE SE PASSAVA EM CASA DE MANOEL QUENTINO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 33 OS CONVIVAS DE MR. RICHARD
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 34 EM HONRA DE JENNY
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 35 MANOEL QUENTINO ALLUCINADO
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 36 A SENTEN A DO PAE
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 37 A DEFEZA DA IRM
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 38 COMO SE EDUCA A OPINI O PUBLICA
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 39 JUSTIFICA O DE CARLOS
04/12/2017
Uma família ingleza: Scenas da vida do Porto
Chapter 40 COR A-SE A OBRA
04/12/2017
img
  /  1
img
Download App
icon APP STORE
icon GOOGLE PLAY